Fecomércio MG apresenta agenda econômica a candidatos em Minas
Fecomércio MG apresenta propostas para o comércio, serviços e turismo aos candidatos ao governo de Minas. Conheça os oito eixos da agenda.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) apresentou aos candidatos ao governo estadual uma agenda com propostas voltadas ao desenvolvimento econômico, à competitividade das empresas e à geração de oportunidades em Minas Gerais. A iniciativa reuniu representantes dos 54 sindicatos patronais filiados à entidade em uma rodada de encontros institucionais realizada nos meses de agosto e setembro de 2026.
O documento, intitulado Agenda Estadual do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais, reúne propostas para subsidiar a formulação de políticas públicas e aborda temas como simplificação tributária, qualificação profissional, infraestrutura, transformação digital e desenvolvimento regional.
Os encontros contaram com a participação de Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL), Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB) e Patrus Ananias (PT). A ausência de Cleitinho (Republicanos), que informou que não participaria do encontro marcado para 17 de setembro, foi registrada pela imprensa.
Segundo a Federação, a agenda foi elaborada a partir de um diagnóstico dos desafios enfrentados pelo setor produtivo mineiro e está organizada em oito eixos estratégicos.
O que a Fecomércio MG propõe para o desenvolvimento de Minas?
A Agenda Estadual do Comércio apresenta propostas para melhorar o ambiente de negócios, ampliar a qualificação profissional e fortalecer a infraestrutura e a competitividade das empresas mineiras.
O documento considera a importância do comércio de bens, dos serviços e do turismo para a economia estadual, com destaque para a presença desses segmentos em diferentes regiões e sua relação com as micro e pequenas empresas.
O presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, destacou o papel do diálogo institucional na apresentação das propostas.
“Mais do que apresentar demandas, esse movimento cria uma oportunidade para colocar o setor produtivo dentro da discussão sobre o futuro de Minas. A Agenda traduz problemas concretos em propostas que podem contribuir para um ambiente de negócios mais simples, uma economia mais competitiva e um Estado preparado para as transformações que já estão acontecendo”, afirmou.
Simplificação do ambiente de negócios e redução da burocracia
Um dos eixos da agenda trata da simplificação dos procedimentos necessários para a abertura e o funcionamento das empresas.
A Fecomércio MG propõe reduzir sobreposições regulatórias, ampliar a digitalização de processos e avançar na implementação da Redesim e das leis de liberdade econômica nos municípios, com prioridade para aqueles com mais de 100 mil habitantes.
Entre as medidas defendidas estão:
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Padronização de procedimentos administrativos.
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Digitalização de processos relacionados às atividades empresariais.
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Redução de exigências para atividades consideradas de baixo risco.
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Diminuição de prazos e custos administrativos.
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Redução de diferenças de interpretação das normas que afetam os pequenos negócios.
A proposta busca tornar os procedimentos mais simples e previsíveis para os empreendedores.
Qualificação profissional e necessidades do mercado de trabalho
A formação de trabalhadores alinhada às necessidades das empresas também integra a agenda apresentada aos candidatos.
De acordo com o documento, 45,6% dos empresários do comércio varejista identificam a falta de qualificação profissional como um dos principais obstáculos à contratação.
Diante desse cenário, a Federação propõe a criação de um sistema permanente de monitoramento das demandas ocupacionais, além de iniciativas para aproximar a formação profissional das necessidades de cada região.
A agenda também defende o acompanhamento de indicadores de empregabilidade para avaliar os resultados das políticas de qualificação.
Infraestrutura e integração regional em Minas Gerais
A modernização da infraestrutura aparece como uma das frentes propostas para ampliar a integração econômica entre as regiões mineiras.
O documento destaca a necessidade de recuperação e modernização da malha rodoviária, além da integração entre rodovias, ferrovias e aeroportos.
A proposta também considera a melhoria das conexões entre regiões economicamente complementares, com atenção à circulação de mercadorias, trabalhadores, consumidores e turistas.
Segundo a agenda, investimentos em logística e mobilidade podem contribuir para a integração territorial e para a redução das desigualdades regionais.
Transformação digital e crédito para pequenos negócios
A digitalização das micro e pequenas empresas é outro tema contemplado pela Agenda Estadual do Comércio.
A Fecomércio MG propõe a criação de um programa estadual voltado à modernização dos negócios, com ações de diagnóstico, capacitação e apoio à adoção de novas tecnologias.
Entre as ferramentas e iniciativas mencionadas estão:
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Inteligência artificial e automação de processos.
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Comércio eletrônico e ferramentas digitais de gestão.
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Capacitação para a transformação digital.
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Linhas de crédito para modernização produtiva, inovação e eficiência energética.
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Ampliação da presença do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) no interior do Estado.
A proposta busca ampliar o acesso das empresas a recursos e tecnologias que possam contribuir para a modernização de suas atividades.
Reforma Tributária e segurança jurídica para empresas
A transição para o novo sistema tributário também ocupa espaço na agenda apresentada aos candidatos ao governo de Minas.
O documento reúne propostas relacionadas à preservação dos créditos de ICMS, à fiscalização orientativa e à revisão da substituição tributária.
Entre os pontos apresentados pela Federação estão:
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Preservação e restituição de créditos de ICMS.
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Adoção de uma fiscalização com caráter orientativo.
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Revisão de regras relacionadas à substituição tributária.
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Redução de encargos que dificultem a regularização das empresas.
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Utilização do IPCA em substituição à Selic na atualização de parcelamentos tributários estaduais.
As medidas são apresentadas pela entidade como propostas para ampliar a previsibilidade das regras tributárias e facilitar a regularização dos negócios.
Cinco pontos da Agenda Estadual do Comércio
A agenda reúne propostas em diferentes áreas que afetam o funcionamento das empresas e o desenvolvimento econômico de Minas Gerais.
Os cinco temas destacados no documento são:
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Menos burocracia: simplificação de procedimentos, digitalização e redução de exigências para atividades de baixo risco.
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Qualificação profissional: aproximação entre formação, mercado de trabalho e necessidades regionais.
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Infraestrutura: integração entre rodovias, ferrovias, aeroportos e sistemas de mobilidade.
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Crédito e transformação digital: apoio à inovação, à inteligência artificial e à modernização dos pequenos negócios.
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Segurança tributária: propostas relacionadas aos créditos de ICMS, à fiscalização e à transição da Reforma Tributária.
Fecomércio MG representa mais de 800 mil empresas
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais representa um setor que abrange mais de 800 mil empresas e 54 sindicatos, conforme as informações institucionais fornecidas pela entidade.
Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua na representação dos interesses do comércio de bens, serviços e turismo, além de administrar o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais.
A instituição também trabalha em conjunto com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em pautas relacionadas ao setor produtivo.
A apresentação da Agenda Estadual do Comércio aos candidatos ao governo de Minas integra a atuação institucional da Federação e coloca em discussão propostas relacionadas ao ambiente de negócios, à qualificação profissional, à infraestrutura e à competitividade econômica do Estado.
Fonte: Wagner Fernando Liberato - Comunicacão FECOMERCIO MG
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