Lideranças de MG cobram melhorias urgentes na MG-050, rodovia com pedágios e alto índice de acidentes
Prefeitos e deputados denunciam abandono da MG-050 e MG-446, com buracos, falta de sinalização e acidentes fatais.
Lideranças do Sul e Centro-Oeste de Minas cobram melhorias na MG-050
Estrada concedida e com cobrança de pedágios tem sido palco de acidentes com vítimas fatais.
Representantes de municípios cortados pela rodovia MG-050, que liga Juatuba a São Sebastião do Paraíso, no Sul e Centro-Oeste de Minas, cobraram nesta quinta-feira (10/7/25) melhorias urgentes na via e em estradas adjacentes. Eles participaram de audiência na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e relataram problemas como buracos, falta de acostamento, sinalização precária e elevado número de acidentes fatais.
Um dos relatos mais enfáticos foi do prefeito de Alpinópolis, Rafael Freire. Ele denunciou o abandono da MG-050 e da MG-446, que liga o município à rodovia principal, criticando o pedágio alto, as pistas simples e a ausência de manutenção. “O que deveria ser uma rota de desenvolvimento é um corredor de tragédias”, afirmou.
Segundo o prefeito, a própria Prefeitura de Alpinópolis teve que executar operação tapa-buracos na MG-446, utilizando recursos próprios, já que a via não está contemplada na concessão da MG-050 e não há contrato de manutenção vigente com o DER-MG. “Enquanto o governo cruza os braços, nós contamos corpos. É um silêncio criminoso”, lamentou.
Ele alertou que o fluxo de veículos na região tende a aumentar com a instalação da fábrica da Heineken em Passos, que deve atrair cerca de 300 caminhões por dia, além do turismo em alta na represa de Furnas e a presença de filiais de grandes cooperativas, como a Cooxupé.
O prefeito de Córrego Fundo, Danilo Campos, também relatou o envio de diversos ofícios ao DER-MG, pedindo intervenções na MG-050, incluindo redutores de velocidade e passarelas, especialmente entre os quilômetros 209 e 216, onde há histórico de mortes. “Por causa da concessão, a prefeitura fica de mãos atadas”, afirmou.
O vereador Rosse Andrade, de Itaúna, criticou a demora nas obras do trevo da cidade e defendeu maior rigor financeiro contra a concessionária responsável. “É preciso mexer no bolso para ter resultado”, disse.
A deputada Bella Gonçalves (Psol), presidenta da comissão, afirmou que os acidentes são consequência direta da negligência do Estado e das empresas. “Não podemos falar em acidentes quando são previsíveis. Isso é fruto do descaso.” Ela também citou o decreto estadual de contingenciamento que reduziu os recursos destinados à conservação de estradas.
O deputado Luizinho (PT) classificou como “sofrível” a política rodoviária do governador Romeu Zema. Ele lembrou que Delfinópolis, grande produtora de bananas, sofre com a precariedade das vias para escoar sua produção. “As concessionárias são fundos de investimento sem rosto. Pegam o dinheiro, saem e deixam o caos”, denunciou.
AMP/press - ALMG / Sindijori
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