FEMINICÍDIO: PM é preso por feminicídio em caso de policial morta em SP

Tenente coronel da PM é preso por feminicídio após morte de policial em São José dos Campos. Laudos e testemunhas reforçam suspeitas.

Mar 18, 2026 - 09:38
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FEMINICÍDIO: PM é preso por feminicídio em caso de policial morta em SP

Polícia Civil prende PM por feminicídio após morte de policial em São Paulo

   A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, na manhã desta quarta feira 18, mandado de prisão contra o tenente coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, na cidade de São José dos Campos. Ele foi encaminhado ao 8º Distrito Policial, na zona leste da capital paulista, após ser indiciado por feminicídio e fraude processual no caso da morte da companheira, a soldado Gisele Alves Santana.

  A vítima foi encontrada com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal residia. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, após o próprio oficial acionar o socorro. Posteriormente, a ocorrência passou a ser tratada como morte suspeita, diante de inconsistências apontadas ao longo da investigação. Desde o início, familiares contestaram a versão apresentada.

  Laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal indicaram a presença de lesões na face e na região do pescoço, compatíveis com sinais de agressão. Os exames apontaram marcas associadas à pressão e escoriações que reforçam a hipótese de violência anterior ao disparo. Um novo laudo, emitido após a exumação do corpo no início de março, confirmou os indícios já observados no exame inicial realizado um dia após a morte.

  De acordo com a investigação, testemunhas relataram ter ouvido um disparo por volta das 7h28. O acionamento do socorro ocorreu apenas às 7h57, o que levanta questionamentos sobre o intervalo entre o fato e a comunicação às autoridades.

  Outro ponto analisado é a posição em que a vítima foi encontrada. Uma imagem feita no local mostra Gisele com a arma na mão, circunstância considerada incomum em ocorrências classificadas como suicídio.

  Também foi apurado que três mulheres policiais estiveram no apartamento horas após o ocorrido para realizar a limpeza do local, fato confirmado em depoimentos e que passou a integrar o conjunto de elementos investigados.

  O caso segue sob apuração e integra as estatísticas de feminicídio, crime tipificado no Código Penal brasileiro como homicídio qualificado quando cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, geralmente associado à violência doméstica ou de gênero.

Fonte: Agência BRASIL

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