Lula entrega 18 títulos quilombolas para mais de 1,7 mil famílias
Governo federal entrega 18 títulos quilombolas em seis estados e beneficia mais de 1,7 mil famílias brasileiras.
Lula entrega 18 novos títulos de territórios quilombolas
Áreas regularizadas em seis estados beneficiam mais de 1,7 mil famílias e ampliam ações de reparação histórica e desenvolvimento social
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira, no Distrito Federal, de um encontro nacional de mulheres quilombolas e realizou a entrega de 18 novos títulos de domínio para comunidades tradicionais em seis estados brasileiros. As áreas regularizadas contemplam cerca de 1.780 famílias e somam mais de 11,6 mil hectares.
O evento foi promovido pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a Conaq, reunindo aproximadamente 500 mulheres quilombolas. Entre os principais temas debatidos estiveram a proteção dos territórios tradicionais, justiça climática, desenvolvimento sustentável e fortalecimento das comunidades negras rurais.
Os territórios quilombolas são áreas historicamente ocupadas por descendentes de pessoas escravizadas durante o período colonial e reconhecidas pela Constituição Federal. A regularização fundiária garante segurança jurídica, acesso a políticas públicas, incentivo à produção agrícola familiar e preservação cultural.
Durante o discurso, Lula destacou a importância da reparação histórica e afirmou que o reconhecimento dos territórios representa um avanço social para populações historicamente marginalizadas no Brasil.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o atual governo já alcançou a marca de 74 títulos quilombolas emitidos, abrangendo aproximadamente 93 mil hectares e beneficiando mais de 8,3 mil famílias em todo o país.
A ministra Fernanda Machiavelli também anunciou novos investimentos para fomentar o desenvolvimento das comunidades, incluindo R$ 19 milhões em crédito habitacional destinados a 200 famílias do território Kalunga, uma das maiores comunidades quilombolas do Brasil, localizada entre Goiás e Tocantins.
Além da entrega dos títulos, o governo federal avançou em novas etapas da regularização fundiária de outros territórios quilombolas nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os processos envolvem decretos de interesse social que beneficiam centenas de famílias e representam investimentos estimados em R$ 14,5 milhões para desapropriações e futuras titulações.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária também anunciou a publicação de uma portaria de reconhecimento do território Porto Leocádio, em Goiás, além da elaboração de novos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação para comunidades nos estados do Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte e Bahia.
Confira a distribuição dos 18 títulos quilombolas entregues:
• Kalunga do Mimoso, em Tocantins: quatro títulos para 250 famílias em 4.211 hectares
• Kalunga, em Goiás: dois títulos para 888 famílias em 6.221 hectares
• Invernada dos Negros, em Santa Catarina: cinco títulos para 84 famílias em 111 hectares
• Charco Juçaral, no Maranhão: três títulos para 137 famílias em 690 hectares
• Mel da Pedreira, no Amapá: um título para 14 famílias em 127 hectares
• Nova Batalhinha, na Bahia: um título para 20 famílias em 67 hectares
• Mata de São Benedito, no Maranhão: um título para 35 famílias em 194 hectares
• Piqui Santa Maria dos Pretos, no Maranhão: um título para 352 famílias em 51 hectares
A titulação dos territórios quilombolas é considerada uma das principais políticas públicas voltadas à garantia de direitos territoriais, preservação cultural e fortalecimento da agricultura familiar nas comunidades tradicionais brasileiras.
Fonte: Agência BRASIL
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