Agronegócio terá crédito do FAT para inovação e máquinas
CMN amplia crédito do FAT para produtores rurais investirem em inovação, máquinas e digitalização no agronegócio.
Agronegócio poderá usar linha de crédito do FAT para inovação
Produtores rurais de todo o Brasil passarão a contar com novas possibilidades de financiamento para investir em inovação, tecnologia e modernização das atividades no campo. O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quarta feira, 20 de maio, mudanças nas regras de financiamento com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, ampliando o acesso ao crédito para o agronegócio.
Com a nova regulamentação, empresários individuais e pessoas físicas ligadas ao agronegócio, produção florestal, pesca e aquicultura também poderão acessar as linhas especiais de crédito operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES.
A medida busca incentivar a modernização tecnológica das atividades produtivas, permitindo investimentos em máquinas agrícolas, equipamentos, digitalização da produção e melhoria da produtividade no campo.
Antes da decisão do CMN, as operações de financiamento eram direcionadas principalmente para empresas formalmente constituídas. Agora, trabalhadores e produtores rurais pessoas físicas passam a ser oficialmente reconhecidos como beneficiários das linhas de crédito vinculadas ao FAT.
Os financiamentos poderão ser utilizados para:
• Compra de máquinas e equipamentos agrícolas;
• Modernização tecnológica das propriedades;
• Digitalização da produção rural;
• Ampliação da produtividade;
• Melhoria das condições de trabalho e produção.
Os recursos do FAT são abastecidos principalmente pelas contribuições do PIS e Pasep e repassados ao BNDES, responsável pela operação dos programas de investimento produtivo. As operações utilizam a Taxa Referencial como base de remuneração, tornando o crédito mais acessível em comparação com modalidades tradicionais do mercado financeiro.
A expectativa do governo é estimular a produção, fortalecer o setor agropecuário e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro. A medida também pode beneficiar fabricantes de máquinas agrícolas, distribuidores, prestadores de serviços e trabalhadores ligados à cadeia produtiva rural.
O Conselho Monetário Nacional é o principal órgão responsável pelas diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito do país. Atualmente, o colegiado é composto pelo ministro da Fazenda, pelo presidente do Banco Central e pelo ministro do Planejamento e Orçamento.
Fonte: Agência MINAS
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