Comércio cresce em Minas enquanto turismo perde força

Comércio mineiro avança acima da média nacional, enquanto serviços e turismo seguem em desaceleração em Minas Gerais.

Mai 20, 2026 - 22:18
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Comércio cresce em Minas enquanto turismo perde força

Comércio sustenta atividade econômica enquanto serviços e turismo recuam em Minas Gerais

  O comércio mineiro voltou a demonstrar força em março de 2026 e segue como principal sustentação da atividade econômica em Minas Gerais. Dados analisados pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência e Pesquisa da Fecomércio MG, com base nos números divulgados pelo IBGE, apontam crescimento expressivo do varejo no estado, enquanto os setores de serviços e turismo ainda enfrentam dificuldades para retomar o ritmo de recuperação.

  O principal destaque foi o desempenho do varejo ampliado em Minas Gerais, que registrou alta de 11% na comparação entre março de 2026 e o mesmo período do ano passado, superando a média nacional de 6,5%. No acumulado do ano, o crescimento do setor chegou a 5,1%, impulsionado principalmente pelos segmentos de atacado de alimentos, bebidas, fumo, veículos e motocicletas.

  Já o varejo restrito também apresentou resultado positivo, com crescimento de 5% na comparação anual. Mesmo diante do cenário de juros elevados e crédito mais restrito, o comércio mineiro demonstra capacidade de adaptação e reação. O comportamento mais cauteloso do consumidor tem priorizado gastos considerados essenciais, favorecendo setores específicos da economia.

  Segundo análise da Fecomércio MG, fatores sazonais, renegociações de dívidas e melhora gradual da confiança do consumidor ajudaram a impulsionar parte das vendas no estado.

  Enquanto o comércio avança, o setor de serviços em Minas Gerais segue em desaceleração. Em março, o volume de serviços caiu 0,7% na comparação com fevereiro, acumulando quatro meses consecutivos de retração. No acumulado de 2026, o setor apresenta queda de 1,6%, enquanto o cenário nacional aponta crescimento de 2,3%.

  Entre os segmentos mais impactados estão os serviços profissionais, administrativos e de transporte. O ambiente econômico mais restritivo, marcado por juros elevados e maior dificuldade de acesso ao crédito, continua pressionando a atividade empresarial no estado.

No turismo, o cenário também segue desafiador em Minas Gerais. O volume de atividades turísticas caiu 2,8% em março na comparação com fevereiro e recuou 8,1% frente ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, Minas apresenta queda de 6,3%, enquanto o Brasil registra crescimento de 3,5%.

  O aumento dos custos das passagens aéreas, combustíveis e despesas operacionais do setor turístico vem dificultando a recuperação da atividade no estado. Além disso, os juros elevados reduzem o poder de compra das famílias e impactam diretamente o consumo relacionado ao lazer e viagens.

  A Fecomércio MG avalia que o cenário econômico mineiro ainda sofre forte influência da taxa básica de juros em patamar elevado e do alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Mesmo assim, o comércio segue apresentando maior capacidade de sustentação no curto prazo e continua sendo um dos principais motores da economia de Minas Gerais.

  A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais representa mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos em todo o estado, atuando no fortalecimento do setor produtivo mineiro e no desenvolvimento econômico regional.

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