Comércio aposta na Copa do Mundo 2026 para impulsionar vendas em Minas
Copa do Mundo 2026 deve aumentar vendas no comércio mineiro, com destaque para bebidas, carnes, roupas e produtos temáticos.
A Copa do Mundo FIFA 2026 já movimenta o comércio em Minas Gerais e reforça as expectativas de crescimento nas vendas durante o período do torneio. Mais do que um evento esportivo, a competição é considerada uma oportunidade estratégica para o varejo ampliar o faturamento, atrair consumidores e fortalecer ações promocionais.
Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência e Pesquisa da Fecomércio MG mostra que 66,4% dos empresários do comércio mineiro acreditam em impacto positivo nas vendas durante a Copa. O levantamento ouviu 428 empresas entre os dias 26 de maio e 1º de junho de 2026, contemplando todas as regiões de planejamento do estado.
Foram pesquisados segmentos como supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas, vestuário, calçados, móveis, eletrodomésticos, papelarias e artigos de uso pessoal e doméstico. A expectativa é que o torneio, programado para acontecer entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, estimule o consumo em diferentes setores da economia.
Entre os empresários que esperam crescimento nas vendas, 54,6% acreditam em avanço de até 20% no período da competição. Outros 47,9% projetam aumento entre 5% e 20% no faturamento, demonstrando confiança no potencial econômico da Copa para o varejo mineiro.
Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, grandes eventos esportivos costumam impulsionar o consumo devido às confraternizações, encontros familiares e compras temáticas relacionadas ao futebol. O reflexo positivo atinge principalmente segmentos ligados à alimentação, bebidas, vestuário e eletroeletrônicos.
Para ampliar as vendas, empresários pretendem investir em promoções, campanhas publicitárias e melhorias nas vitrines das lojas. As redes sociais aparecem como ferramenta estratégica para divulgação de ofertas, sorteios, campanhas temáticas e interação com os consumidores. O comércio eletrônico e as ações digitais também ganham força no planejamento das empresas para o período da competição.
Entre os produtos com maior expectativa de vendas estão bebidas alcoólicas, camisas e conjuntos da seleção brasileira, carnes, refrigerantes e outros produtos voltados para confraternizações. Nos supermercados, a aposta principal está no aumento da procura por carnes, cervejas, refrigerantes e itens para churrasco. Já no setor de vestuário, o destaque fica para camisas da seleção brasileira, roupas esportivas, calçados e acessórios temáticos.
Outro dado que reforça o otimismo do setor está relacionado ao ticket médio das compras. Para 58,8% das empresas consultadas, o valor deve variar entre R$ 50 e R$ 200. A média geral estimada para o período chega a R$ 369, indicando perspectiva de maior circulação de dinheiro no comércio durante a Copa.
Especialistas do setor destacam que planejamento, estoque adequado e presença digital serão fundamentais para transformar o interesse do consumidor em resultados concretos. Empresas que conseguirem alinhar promoções, disponibilidade de produtos e atendimento eficiente terão mais chances de aproveitar o aumento da demanda durante o torneio.
Sobre a Fecomércio MG
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais representa mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos ligados ao comércio de bens, serviços e turismo no estado. Presidida por Nadim Elias Donato Filho, a entidade atua na defesa dos interesses do empresariado mineiro e no fortalecimento do setor junto aos governos e à sociedade.
A Fecomércio MG também administra o Sesc e o Senac em Minas Gerais, promovendo ações voltadas para qualificação profissional, educação, cultura, lazer e desenvolvimento social. Com 87 anos de atuação, a Federação participa ativamente das discussões sobre desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento do comércio em Minas Gerais, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio, presidida por José Roberto Tadros.
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