Consumo das famílias recua em BH, mas otimismo se mantém

ICF cai em BH em setembro de 2025, mas famílias seguem otimistas com renda, emprego e expectativa de melhora no consumo.

Set 27, 2025 - 09:21
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Consumo das famílias recua em BH, mas otimismo se mantém

Famílias demonstram cautela no consumo, mas mantêm otimismo com o futuro

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Fecomércio MG em parceria com a CNC, registrou queda em setembro de 2025, alcançando 87,6 pontos em Belo Horizonte. O resultado representa retração de 3,1 pontos em relação a agosto e mantém o indicador abaixo do nível de satisfação (100 pontos).

A redução foi puxada pelos subíndices Nível de Consumo Atual, que caiu 7,7 pontos e chegou a 68,7, e Momento para Duráveis, que recuou para 48,8 pontos. Mais da metade dos entrevistados (53,7%) afirmou estar consumindo menos que no ano passado, enquanto 75,2% avaliam que este é um mau momento para aquisição de bens duráveis.

O Acesso ao Crédito também preocupa: 40,9% das famílias consideram mais difícil obter financiamento ou compras a prazo, levando o índice a 88,5 pontos. Para a Fecomércio MG, o cenário reflete cautela do consumidor diante da percepção de renda limitada e incertezas no mercado de trabalho.

Apesar disso, os índices de Emprego Atual (99,6 pontos) e Renda Atual (98,7 pontos) se mantêm próximos ao nível de satisfação. Parte das famílias ainda vê estabilidade: 29% relatam maior segurança no emprego e 27,2% percebem melhora na renda em relação a 2024. A Perspectiva Profissional recuou para 93,1 pontos, mas 43,2% acreditam em melhora nos próximos seis meses.

Em contraste, a Perspectiva de Consumo Futuro registrou 115,9 pontos, o maior nível em mais de um ano. O otimismo se traduz no fato de que 42,3% das famílias esperam consumir mais nos próximos meses em comparação ao segundo semestre de 2024.

A segmentação por renda mostra cenários distintos: famílias com renda acima de 10 salários-mínimos demonstram otimismo em todos os subíndices, enquanto aquelas com renda até 10 salários-mínimos permanecem insatisfeitas, sobretudo pelo crédito restrito e pela queda no consumo.

A Fecomércio MG, entidade que representa mais de 750 mil empresas do setor de comércio, serviços e turismo em Minas Gerais, segue como voz ativa do empresariado mineiro, atuando em defesa do setor e na promoção de condições favoráveis para o crescimento econômico.

Fonte: Wagner Fernando Liberato - Comunicacão FECOMERCIO MG

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