Infogripe aponta queda da SRAG, mas reforça alerta para vacinação

Infogripe registra recuo da SRAG no país, mas reforça a importância da vacinação diante da circulação de influenza A, rinovírus e Covid-19.

Infogripe aponta queda da SRAG, mas reforça alerta para vacinação




Infogripe: queda nos casos de SRAG no Brasil, mas vacinação continua essencial









O mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, indica que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) seguem em desaceleração no país, tanto nas análises de curto quanto de longo prazo. Mesmo com esse cenário de recuo, o relatório reforça a importância de manter a vacinação atualizada contra os principais vírus respiratórios, como influenza e Sars-CoV-2, causador da Covid-19, para reduzir hospitalizações e proteger grupos vulneráveis.

O levantamento aponta que as hospitalizações por influenza A continuam avançando em estados como Espírito Santo e Bahia. Já em São Paulo e no Rio de Janeiro, há sinais de estabilização ou início de queda nas internações relacionadas ao vírus.

SRAG entre crianças e adolescentes

Entre crianças e adolescentes de até 14 anos, o rinovírus permanece como o principal responsável por hospitalizações por SRAG. Também foi registrado um leve aumento de casos associados ao metapneumovírus em crianças com até dois anos, vírus comum nessa faixa etária e frequentemente relacionado a quadros respiratórios sazonais.

Embora os casos graves de influenza A tenham reduzido de forma expressiva no Centro-Oeste — e apresentem sinais de estabilidade em parte do Sudeste —, o vírus segue como a principal causa de SRAG entre jovens e adultos de 15 a 49 anos. Já entre idosos, tanto a influenza A quanto a Covid-19 continuam sendo responsáveis por grande parte das hospitalizações.

De acordo com as análises, o crescimento recente observado no Pará se concentra em crianças de 2 a 4 anos e em idosos acima de 65 anos. Nas crianças, o aumento é impulsionado pelo rinovírus e adenovírus. Entre os idosos, ainda não há definição laboratorial para apontar qual vírus tem predominado no estado.

Situação por estados e capitais

Oito estados registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, embora sem tendência de crescimento sustentado no longo prazo: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Entre as capitais, apenas Aracaju (SE), Cuiabá (MT) e Vitória (ES) estão atualmente em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG.

Prevalência dos vírus nas últimas semanas

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência viral foi:

  • 37,1% – rinovírus

  • 26% – influenza A

  • 14,4% – Covid-19

  • 5,5% – vírus sincicial respiratório (VSR)

  • 2,3% – influenza B

Entre os óbitos confirmados no mesmo período:

  • 40,3% – Covid-19

  • 30,3% – influenza A

  • 12,9% – rinovírus

  • 4% – VSR

  • 2% – influenza B

Os dados reforçam a importância da vacinação como principal estratégia para reduzir complicações, hospitalizações e mortes relacionadas a vírus respiratórios, especialmente entre idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades.