Para onde viaja o belo-horizontino e o que influencia suas escolhas

Pesquisa revela hábitos e intenções de viagem dos belo-horizontinos, com foco em Minas Gerais, turismo familiar, praia e gastronomia.

Jan 14, 2026 - 12:19
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Para onde viaja o belo-horizontino e o que influencia suas escolhas

Para onde o belo-horizontino viaja?

Comportamento e intenções de viagens dos moradores da capital

O belo-horizontino prepara as malas com atenção às suas origens e com a curiosidade de quem busca novas experiências. Esse comportamento, que combina planejamento, afeto e expectativa, foi detalhado na pesquisa Turismo: Comportamento e intenções de viagens dos belo-horizontinos, realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, voltada ao fortalecimento do setor de turismo e serviços.

O levantamento ouviu moradores das nove regionais de Belo Horizonte, entre 17 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026, e traça um retrato detalhado do perfil do turista da capital mineira, oferecendo subsídios estratégicos para empresários, gestores públicos e agentes do setor.

Desejo de viajar segue aquecido

Os dados indicam que o interesse por viagens permanece elevado. Nos últimos 12 meses, cerca de um terço dos entrevistados viajou para outros estados, enquanto quase metade costuma optar por destinos dentro de Minas Gerais. Para o próximo semestre, 42,2% manifestam intenção de realizar viagens interestaduais, com forte apelo para destinos de sol e praia.

Quando o destino é Minas Gerais, 52,4% dos belo-horizontinos apontam fatores decisivos como preços mais competitivos, maior divulgação dos atrativos turísticos e redução dos custos de hospedagem. Esses elementos reforçam o potencial do turismo interno como alternativa acessível e atrativa.

Perfil de gastos e motivações

A pesquisa revela que parte significativa dos viajantes planeja gastar entre R$ 3.037 e R$ 6.072 por viagem, buscando produtos turísticos bem estruturados. As principais motivações incluem lazer no litoral, gastronomia, encontros com familiares, atrativos culturais e ecoturismo, combinando conforto, experiências autênticas e contato com o destino.

Turismo familiar e diferentes perfis de viagem

O cônjuge é o principal companheiro de viagem, citado por 30,8% dos entrevistados, seguido pelos filhos, com 22,9%, evidenciando a força do turismo familiar. Viagens em casal priorizam destinos litorâneos, conforto e experiências gastronômicas e culturais, enquanto famílias com filhos buscam lazer diversificado, segurança e infraestrutura adequada.

Já o público que viaja sozinho demonstra maior flexibilidade, alternando entre visitas a familiares, viagens a trabalho e turismo de praia, além de interesse por experiências culturais, religiosas e gastronômicas. As excursões organizadas aparecem como uma opção para quem valoriza praticidade, logística simplificada e custos previamente definidos.

Planejamento digital e comportamento de consumo

A internet é o principal meio de busca por informações turísticas, utilizada por mais de 66% dos entrevistados, seguida pelas redes sociais e pelas indicações de amigos e familiares. Apesar disso, 44,5% ainda não realizam compras on-line, apontando oportunidades para o setor melhorar a experiência digital e ampliar a confiança do consumidor.

Entre aqueles que compram pela internet, hospedagem e transporte rodoviário lideram as escolhas, à frente do transporte aéreo. Esse dado reforça a importância da malha viária e do turismo regional no comportamento do viajante mineiro.

Hospedagem e identidade mineira

Os hotéis são a principal opção de hospedagem, seguidos pelas casas de amigos e familiares e pelas pousadas. Esse comportamento reflete a cultura mineira de acolhimento e hospitalidade, em que receber bem faz parte da identidade local e influencia diretamente a experiência turística.

Mesmo sem litoral, Minas Gerais se destaca por seus atributos culturais, gastronômicos e naturais. A culinária mineira, as cidades históricas, o turismo religioso, o ecoturismo, o turismo rural e o turismo de negócios ampliam as possibilidades de viagem ao longo de todo o ano, fortalecendo a economia local.

Planejamento antecipado e desejo reprimido

As viagens costumam ser planejadas com antecedência: 28,1% organizam seus roteiros com até três meses, enquanto 27,1% planejam entre três e seis meses antes, especialmente em períodos de férias e feriados. A permanência média nos destinos é de até uma semana para 64,9% dos viajantes.

Um dado relevante é que 76,4% afirmam viajar menos do que gostariam, indicando um desejo reprimido que pode ser estimulado por políticas de preços, promoções fora da alta temporada e maior divulgação dos destinos.

Identidade cultural como diferencial competitivo

O comportamento do mineiro é marcado pelo apego às tradições, pela discrição e pela religiosidade, fatores que influenciam diretamente suas escolhas turísticas. Festas religiosas, patrimônio histórico e manifestações culturais seguem como atrativos relevantes, especialmente no turismo cultural e religioso.

Mais do que números, o estudo oferece direcionamentos claros para o setor, apontando como ajustar produtos, serviços e comunicação para atender às expectativas reais do público, fortalecer o turismo em Minas Gerais e transformar potencial em resultados concretos para a economia.

Fonte: Wagner Fernando Liberato - Comunicacão FECOMERCIO MG

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