Pix é o meio de pagamento preferido por 97% dos MEIs e já supera cartões e TED no Brasil
Pix impulsiona microempreendedores: 97% dos MEIs utilizam a ferramenta, que já supera cartões e TED em volume de pagamentos.
Pix: Meio de pagamento é o preferido pelos pequenos negócios
Pesquisa do Sebrae mostra que o Pix é aceito por praticamente todos os microempreendedores individuais (MEIs) do Brasil.
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC), revolucionou a economia brasileira e se consolidou como principal ferramenta de transações financeiras para milhões de brasileiros, especialmente os microempreendedores. Segundo levantamento do Sebrae, 97% dos MEIs já utilizam o Pix como forma de pagamento. Para quase metade deles (48%), o Pix representa mais de 51% de todo o faturamento.
“O Pix simplificou as transações comerciais. Hoje é a modalidade preferida por quase metade dos microempreendedores do país. Além disso, 97% aceitam o Pix como forma de pagamento. De todo o recurso movimentado, essa ferramenta já responde por 51% ou mais do faturamento das empresas”, afirma Décio Lima, presidente do Sebrae.
Segundo ele, o Pix é uma tecnologia consolidada, sem volta, e os pequenos negócios a utilizam para ampliar suas oportunidades e gerar empregos.
Acesso a crédito e crescimento para pequenos negócios
Para o Sebrae, a integração dos pequenos negócios ao sistema financeiro por meio do Pix facilita o acesso ao crédito, ajudando a superar uma das principais barreiras desses empreendedores: a falta de informações claras sobre suas finanças.
O Pix já superou meios tradicionais como TED e DOC em número de transações e, no fim de 2023, ultrapassou os cartões (débito, crédito e pré-pago) em volume de pagamentos. Novas funcionalidades, como o Pix por aproximação e o Pix automático, já foram lançadas em 2024. Também está prevista a cobrança híbrida (Pix via QR Code de boleto), fortalecendo ainda mais o sistema.
Segundo o Banco Central, o Pix é peça-chave para ampliar o acesso da população ao sistema financeiro, reduzir a concentração bancária e beneficiar tanto usuários quanto empresas de tecnologia e bancos. O uso do fluxo de recebíveis do Pix como garantia em empréstimos para micro e pequenas empresas é outra inovação que deve fortalecer o setor.
Décio Lima reforça que qualquer medida que encareça ou restrinja o Pix terá impacto direto na principal fonte de renda de milhões de MEIs, comprometendo sua capacidade de operar, crescer e gerar renda. Para ele, a gratuidade e a instantaneidade do sistema são pilares essenciais para a inclusão financeira e a competitividade dos pequenos negócios.
Pix é líder em volume de transações no Brasil
Lançado em 2020, o Pix alcançou a universalização em menos de quatro anos e já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Hoje, ultrapassa 6 bilhões de transferências por mês, movimentando cerca de R$ 2,8 trilhões, segundo dados do Banco Central.
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