Polarização política trava o varejo, alerta Felipe Nunes no Inova Varejo BH
Felipe Nunes alerta que a polarização política e a desconfiança entre brasileiros prejudicam o varejo e o crescimento do país.
Polarização política trava o varejo e ameaça o crescimento, alerta Felipe Nunes no Inova Varejo BH
Belo Horizonte (MG) – O Inova Varejo BH 2025, promovido pelo Sistema Fecomércio MG nesta sexta-feira (3), reuniu cerca de 2 mil participantes no Minascentro, em um dia de palestras e debates sobre inovação, comportamento do consumidor e os rumos da economia. O evento, em sua terceira edição, contou com Fábio Porchat como mestre de cerimônias, garantindo leveza e engajamento ao público.
A abertura foi conduzida pelo presidente do Sistema Fecomércio MG, Nadim Donato, seguida da palestra do publicitário Walter Longo, que abordou as transformações do consumo na chamada era pós-digital. Longo destacou que o desafio das empresas é ir além da presença online, entendendo o contexto de vida do cliente e usando inteligência artificial para antecipar demandas, otimizar estoques e reduzir custos.
“Adaptabilidade é o nome do jogo”, afirmou o publicitário, reforçando que a IA é uma aliada essencial para os pequenos negócios ganharem competitividade.
Polarização e confiança: o alerta de Felipe Nunes
Em uma das palestras mais comentadas do evento, o professor e cientista político Felipe Nunes, diretor do Instituto Quaest, discutiu o impacto da polarização política no ambiente econômico e empresarial. Segundo ele, o Brasil tem hoje menos radicais do que se imagina — apenas 16% se identificam fortemente com o PT e 13% com o bolsonarismo, enquanto 31% dos brasileiros se consideram independentes.
Apesar disso, Nunes destacou que o clima de conflito constante afeta o consumo, as relações de trabalho e a confiança entre pessoas e empresas.
“A polarização está na cabeça das pessoas e faz efeito na nossa vida. Isso prejudica o varejo e o desenvolvimento do país”, alertou.
O pesquisador também apontou que o índice de confiança interpessoal no Brasil é de apenas 6%, um dos mais baixos do mundo, o que impacta diretamente os negócios e a cooperação social. Ele ressaltou ainda que 84% dos brasileiros possuem mais de um trabalho, o que demonstra cansaço e busca por novas formas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Trabalho por hora e novas relações laborais
Durante o painel, Nadim Donato apresentou uma proposta defendida pela Fecomércio MG: o contrato por hora trabalhada, uma alternativa para ampliar a flexibilidade e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mantendo a competitividade das empresas.
“Desde a pandemia, as pessoas buscam mais liberdade para trabalhar. Os empresários precisam se adequar a esse novo momento”, afirmou Donato.
Felipe Nunes concordou, reforçando que há uma mudança de mentalidade no mercado de trabalho e espaço para discutir novas formas de contratação.
A força da Fecomércio MG
Com 86 anos de atuação, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais representa mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos no estado. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a instituição administra o Sesc e o Senac em Minas Gerais, promovendo capacitação, lazer e qualidade de vida para comerciários e empreendedores.
Em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, a Fecomércio MG busca melhores condições tributárias, fortalecimento das empresas e avanços nas políticas públicas voltadas ao setor.
O Inova Varejo BH 2025 reforçou o compromisso da entidade em estimular o diálogo e a inovação no comércio mineiro, mostrando que o futuro do varejo passa pela cooperação, tecnologia e confiança.
Fonte: Wagner Fernando Liberato - Comunicacão FECOMERCIO MG
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