Biocombustível de macaúba em MG inaugura nova era agroindustrial e sustentável com investimento bilionário
Lula inaugura Acelen Agripark em MG com R$ 314 mi e US$ 3 bi para biocombustíveis de macaúba, com inclusão de agricultores familiares.
A agricultora Maria Eunice Soares de Machado Costa, 60 anos, de Montes Claros (MG), descobriu que a macaúba cultivada em sua roça pode transformar sua realidade e impulsionar o futuro do agro. Na última sexta-feira, 29 de agosto de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou o Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial – o Acelen Agripark –, em evento que integra o Novo PAC, com aporte de R$ 314 milhões (R$ 258 milhões financiados pelo BNDES).
Esse centro faz parte de um amplo projeto de biocombustíveis com investimentos de até US$ 3 bilhões, incluindo plantio de macaúba em áreas degradadas de Minas Gerais e Bahia e a construção de uma biorrefinaria. A expectativa é alcançar 1 bilhão de litros de combustível renovável por ano (incluindo diesel verde/HVO e combustível de aviação sustentável, SAF) a partir de 2028, gerando até 85 mil empregos na cadeia produtiva.
Durante o evento, Lula celebrou o pioneirismo brasileiro na transição energética, destacou que o Brasil será “campeão mundial” nessa área e garantiu que o cultivo da macaúba não exigirá desmatamento, pois utilizará mais de 40 milhões de hectares de terras degradadas.
O agronegócio inovador conta ainda com o Programa Valoriza, que envolve agricultores familiares — 20 % da área plantada, com a primeira fase prevendo 36 mil hectares até 2026. Após a inauguração, foi anunciado que os agricultores também receberão pró-labore enquanto aguardam a primeira colheita — uma medida de inclusão e segurança financeira.
A macaúba (Acrocomia aculeata) é uma palmeira nativa brasileira, altamente produtiva e adaptável a solos não agrícolas, gerando entre 4 a 6 toneladas de óleo por hectare, comparável à palma africana — o que reduz a pressão por mudança no uso da terra. Além de biodiesel e SAF, seus produtos derivados têm aplicações em cosméticos, alimentos e rações, beneficiando economias rurais e sistemas agroflorestais sustentáveis.
Pesquisas indicam que a cultivar da macaúba está avançando rapidamente no país. Estima-se que ela produza de 4 a 5 mil litros de óleo por hectare — significativamente acima da média da soja (cerca de 500 l/ha). Além disso, a Acelen, em parceria com instituições de pesquisa, desenvolveu um novo protocolo de germinação que supera 50 % de sucesso, reduz custos e acelera o cultivo em larga escala, sobretudo nas regiões de Minas e Bahia.
Por isso, o Acelen Agripark nasce como um dos maiores centros mundiais dedicados à macaúba, agregando pesquisa, tecnologia e inclusão produtiva, com potencial para recuperar áreas degradadas, gerar renda rural e acelerar a descarbonização dos transportes.
#macauba #biocombustível #energialimpa #MinasGerais #inovaçãoagroindustrial #inclusãorural #Lula #dieselverde #SAF







