Comércio de Minas Gerais cresce mesmo com juros altos em 2026

Comércio de Minas registra leve queda em janeiro, mas mantém crescimento anual mesmo com juros elevados, segundo dados do IBGE analisados pela Fecomércio MG.

Mar 12, 2026 - 18:58
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Comércio de Minas Gerais cresce mesmo com juros altos em 2026

Comércio absorve impacto dos juros altos e mantém crescimento em Minas

O comércio varejista de Minas Gerais iniciou 2026 com leve oscilação, mas mantém trajetória de crescimento mesmo diante do cenário de juros elevados no país. Dados analisados pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, com base na Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, mostram que o varejo restrito no estado apresentou variação de menos 0,4 por cento em janeiro na comparação com dezembro.

O varejo restrito reúne as atividades que comercializam bens diretamente para o consumidor final, excluindo veículos, materiais de construção e comércio atacadista. No mesmo período, a média nacional registrou crescimento de 0,4 por cento no volume de vendas.

Entre os segmentos com melhor desempenho no país está o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que registrou alta de 2,6 por cento em janeiro. Esse tipo de atividade tem se destacado nos últimos anos por estar relacionado a produtos de uso cotidiano e cuidados pessoais.

Apesar da pequena retração mensal em Minas Gerais, os dados indicam que o comércio mantém crescimento quando analisados períodos mais amplos. Na comparação entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, o varejo mineiro registrou aumento de 0,7 por cento no volume de vendas.

Esse desempenho foi inferior ao observado no mesmo período do ano anterior, quando o comércio havia crescido 4,3 por cento, mas ainda indica expansão do setor mesmo em um ambiente econômico marcado por crédito mais caro e maior cautela por parte dos consumidores.

Entre as atividades com melhor desempenho anual no estado destacam se os segmentos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que avançaram 38,8 por cento, além de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que cresceram 8,8 por cento.

No Brasil, o varejo também apresentou crescimento na base anual, com alta de 2,8 por cento. Entretanto alguns segmentos registraram retração, como combustíveis e lubrificantes com queda de 0,4 por cento e livros, jornais, revistas e papelaria com recuo de 3,4 por cento.

No acumulado de doze meses entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o comércio varejista de Minas Gerais registrou crescimento de 1,5 por cento. Os principais destaques foram novamente os segmentos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que cresceram 9,6 por cento, e outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 5,7 por cento.

No mesmo período, a média nacional registrou crescimento de 1,6 por cento. Entre os segmentos que mais avançaram no país estão móveis e eletrodomésticos com alta de 4,7 por cento e novamente o grupo de artigos farmacêuticos e de cuidados pessoais com crescimento de 4,5 por cento.

Segundo a economista Gabriela Martins, da Fecomércio MG, a retração observada em janeiro é considerada normal após o período de vendas mais intensas do final do ano. De acordo com a análise, o cenário de juros elevados também influencia o comportamento do consumidor, principalmente nas compras que dependem de parcelamento.

Mesmo assim, os dados indicam que o comércio segue em crescimento, ainda que em ritmo mais moderado. Esse avanço tem sido sustentado principalmente por setores ligados a produtos de uso cotidiano, beneficiados pelo ganho real de renda das famílias e pelo mercado de trabalho ainda aquecido.

Comércio ampliado

Quando são considerados também os segmentos de veículos e materiais de construção, formando o chamado varejo ampliado, Minas Gerais registrou crescimento de 0,6 por cento em janeiro de 2026. No Brasil, a alta foi de 0,9 por cento no mesmo período.

No cenário nacional, os setores que mais cresceram na comparação com dezembro de 2025 foram material de construção com aumento de 3,4 por cento e veículos, motocicletas, partes e peças com crescimento de 2,8 por cento.

Na comparação entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, o comércio ampliado mineiro registrou crescimento de 2,8 por cento, resultado semelhante ao observado no mesmo período do ano anterior. O destaque foi o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, com aumento de 11,9 por cento nas vendas.

Por outro lado, o segmento de material de construção apresentou recuo de 2,0 por cento nessa comparação.

Em nível nacional, o comércio ampliado registrou crescimento anual de 1,1 por cento, abaixo do desempenho observado no mesmo período de 2025. Entre as atividades, apenas o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou resultado positivo, enquanto o setor de veículos e motocicletas registrou queda de 3,3 por cento.

No acumulado de doze meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o comércio ampliado apresentou crescimento de 0,7 por cento em Minas Gerais, enquanto a média nacional ficou estável. No estado, o único segmento com resultado positivo no período foi o de material de construção, que registrou alta de 1,6 por cento.

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais representa um dos principais pilares institucionais do setor produtivo no estado. A entidade reúne mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos ligados ao comércio, serviços e turismo.

Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua na defesa dos interesses do empresariado e no fortalecimento do setor por meio do diálogo com o poder público e com a sociedade. A entidade também é responsável pela administração do Sesc e do Senac em Minas Gerais, instituições que desenvolvem ações voltadas para educação profissional, cultura, lazer e qualificação da mão de obra.

Com 87 anos de atuação, a Federação tem ampliado sua presença no debate público sobre desenvolvimento econômico, defendendo melhores condições tributárias, fortalecendo negociações trabalhistas e contribuindo para a geração de emprego, renda e oportunidades em Minas Gerais.

Fonte: Wagner Fernando Liberato - Comunicacão FECOMERCIO MG

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