Gasto público no Brasil ultrapassa R$ 3,5 trilhões em 2024; Previdência já supera R$ 988 bilhões

Ferramenta Gasto Brasil mostra em tempo real despesas públicas que já passam de R$ 3,5 trilhões, com alerta para rombo fiscal.

Set 5, 2025 - 08:13
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Gasto público no Brasil ultrapassa R$ 3,5 trilhões em 2024; Previdência já supera R$ 988 bilhões

Gasto público no Brasil ultrapassa R$ 3,5 trilhões em 2024; Previdência já supera R$ 988 bilhões

Em uma das principais avenidas de São Paulo, um painel eletrônico exibe números que não param de subir. Não se trata da cotação do dólar nem do índice da Bolsa de Valores, mas do relógio do gasto público brasileiro, que mostra em tempo real a escalada das despesas da União, estados, municípios e do Distrito Federal.

O Gasto Brasil, ferramenta criada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), já aponta cifras trilionárias. No início de setembro de 2024, o valor ultrapassou R$ 3,5 trilhões, sendo R$ 988 bilhões destinados à Previdência Social, responsável sozinha por quase um terço do orçamento nacional.

Segundo André Amaral, presidente da Associação Comercial da Paraíba, a iniciativa torna as estatísticas mais acessíveis à população.
“É uma ferramenta essencial para mostrar, de forma clara, onde e como o dinheiro público está sendo gasto. O impacto visual desperta reflexão e estimula a cobrança por mais responsabilidade fiscal”, afirma.

O alerta dos economistas

Especialistas alertam que o problema vai além dos números. Para o economista Allan Gallo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, o Brasil continuará limitado em sua política monetária enquanto o governo não enfrentar o rombo fiscal.
“O Banco Central não terá espaço para reduzir juros de forma consistente se o desequilíbrio das contas públicas não for tratado com seriedade”, avalia.

O presidente da CACB, Alfredo Cotait, reforça que os juros elevados são um entrave direto para o crescimento do país.
“Se gastássemos apenas o que arrecadamos, não teríamos inflação e a taxa de juros poderia estar próxima de 2,33%. Assim como o Impostômetro educa sobre a carga tributária, o Gasto Brasil cumpre um papel pedagógico ao expor a escalada da despesa pública”, declara.

Estado necessário e responsabilidade

Além da crítica técnica, Amaral acrescenta uma visão política: “Não defendemos nem o Estado máximo, nem o Estado mínimo, mas sim o Estado necessário. Para isso, é preciso arrecadar, mas também garantir transparência: saber quanto, de quem e como o dinheiro público é utilizado.”

Enquanto isso, o Gasto Brasil segue marcando, lembrando que, sem reformas estruturais e sem credibilidade fiscal, a conta cresce a cada segundo — e o futuro do país permanece comprometido.

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