Zema denuncia “tirania” após prisão de Bolsonaro e defende resistência

Zema afirma que prisão de Bolsonaro é injusta, abuso de poder e chama à resistência política.

Zema denuncia “tirania” após prisão de Bolsonaro e defende resistência




   O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reagiu com veemência à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada em 22 de novembro de 2025 pela Polícia Federal a pedido do ministro Alexandre de Moraes. Para Zema, a medida representa uma tirania e um abuso de poder, não um ato de justiça legítima.









   Em suas redes sociais, ele afirmou que “não é Justiça perseguir um opositor político” e classificou a decisão como uma arbitrariedade vergonhosa que afasta Bolsonaro da convivência familiar de forma injustificável. Zema evocou ainda o economista Frédéric Bastiat, dizendo que “se a lei organiza a injustiça, a resistência se torna um direito e um dever”. 

   Para ele, o momento exige resistência: “a lei legitima a tirania”, escreveu, defendendo que a oposição não se cale diante do que considera perseguição ideológica. 

Zema também demonstrou solidariedade à família Bolsonaro, afirmando que o afastamento é arbitrário e vergonhoso para a história brasileira. Ele já vinha criticando ações anteriores contra o ex-presidente, dizendo que há “perseguição política” — em outra ocasião, classificou medidas judiciais como “absurdas” e censuradoras. 

   Esse posicionamento se soma ao panorama mais amplo de apoio entre lideranças de direita, em um momento em que o debate sobre liberdade, institucionalidade e poder judiciário se intensifica no Brasil.