Páscoa deve aquecer comércio em Minas Gerais com vendas estáveis

Comércio de alimentos em Minas aposta em promoções para a Páscoa 2026. Pesquisa aponta estabilidade nas vendas e aumento na procura por chocolates e peixes.

Mar 16, 2026 - 16:19
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Páscoa deve aquecer comércio em Minas Gerais com vendas estáveis

Páscoa deve aquecer comércio em Minas com expectativa de vendas estáveis

  A Páscoa de 2026 deve manter o comércio alimentício de Minas Gerais em ritmo aquecido, com expectativa de estabilidade nas vendas e estratégias voltadas para promoções e diversificação de produtos. Levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência e Pesquisa da Fecomércio MG mostra que 60,6 por cento dos empresários do varejo de alimentos afirmam que a data influencia positivamente o desempenho do comércio.

  Considerada uma das datas mais relevantes para o setor, a Páscoa tradicionalmente impulsiona a venda de chocolates e também amplia a procura por peixes, bebidas e produtos voltados para encontros familiares durante o período da Semana Santa. Esse movimento beneficia supermercados, padarias, mercearias e lojas especializadas em alimentos em várias regiões do estado.

  Entre os itens mais procurados pelos consumidores mineiros, as caixas de bombom aparecem na liderança das preferências com 37,4 por cento das vendas. Em seguida aparecem as barras de chocolate com 19,6 por cento e os tradicionais ovos de Páscoa com 14,9 por cento. Produtos ligados à tradição da Semana Santa, especialmente peixes, também registram aumento na procura nesse período.

  Outro fator que chama atenção no levantamento é o início antecipado das vendas. No momento da pesquisa, 49,4 por cento das empresas já haviam iniciado a comercialização de produtos de Páscoa. A estratégia amplia o período de consumo e cria mais oportunidades de faturamento para o comércio.

Expectativa dos empresários

  A avaliação do setor aponta um cenário de estabilidade com tendência positiva. Para 51,2 por cento dos empresários, as vendas devem repetir o desempenho registrado no ano passado. Outros 33 por cento esperam crescimento no faturamento durante o período.

  O otimismo se apoia principalmente no valor emocional da data, já que a tradição de presentear com chocolates e reunir familiares durante a Semana Santa costuma manter a demanda mesmo em momentos de maior cautela por parte dos consumidores.

Diferenças regionais em Minas Gerais

  A pesquisa também aponta que o impacto da Páscoa no comércio varia de acordo com cada região de Minas Gerais. Áreas como Norte, Centro Oeste, Triângulo Mineiro, Sul de Minas e Zona da Mata apresentam maior percentual de empresários que percebem influência positiva da data nas vendas.

  Já em regiões como Jequitinhonha Mucuri, Central e Noroeste mineiro, o cenário aparece mais equilibrado, com divisão semelhante entre empresas que registram impacto positivo e aquelas que não observam mudanças significativas no desempenho do comércio durante o período.

  Existem ainda recortes regionais que indicam desafios específicos. No Alto Paranaíba e em parte do Sul de Minas, por exemplo, há parcela relativamente maior de empresários que relatam impacto negativo nas vendas, o que pode refletir diferenças no perfil do consumidor e nas condições econômicas locais.

  Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, essas variações estão ligadas às características econômicas de cada região.

  Ela explica que fatores como renda local, perfil do consumidor e estrutura do comércio influenciam diretamente o comportamento das vendas durante a Páscoa.

Promoções e estratégias para atrair consumidores

  Para estimular o consumo em 2026, o comércio mineiro aposta em diferentes estratégias de vendas. Cerca de 34,3 por cento das empresas pretendem investir em promoções e liquidações, enquanto 24,1 por cento planejam oferecer atendimento diferenciado para atrair clientes.

  A economista Gabriela Martins destaca que, mesmo em cenários econômicos mais desafiadores, a Páscoa mantém forte relevância cultural e emocional para os consumidores.

  Segundo ela, mesmo quando o consumidor está mais cauteloso com os gastos, a tradição de presentear ou reunir a família costuma ser mantida, o que ajuda a sustentar a demanda no comércio de alimentos.

  Outro aspecto observado pelos empresários é a diversificação do mix de produtos. Muitos consumidores buscam alternativas com melhor custo benefício em comparação aos ovos de Páscoa tradicionais. Por isso, caixas de bombom, barras de chocolate e kits promocionais ganham cada vez mais espaço nas prateleiras.

  Para a economista, iniciativas como promoções, kits especiais e atendimento mais próximo do cliente devem fazer diferença no desempenho das vendas neste ano. Empresas que se preparam com antecedência e entendem o perfil do consumidor tendem a aproveitar melhor o potencial comercial da data.

Importância da Fecomércio MG para o setor

  A Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo de Minas Gerais representa mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos ligados ao setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado.

  Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a entidade atua como representante do empresariado mineiro, buscando soluções para o setor por meio do diálogo com o poder público e com a sociedade.

  A instituição também é responsável pela administração do Serviço Social do Comércio e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Minas Gerais, promovendo ações voltadas para qualificação profissional, cultura, educação e bem estar de trabalhadores e empresários.

  Com mais de oito décadas de atuação, a Fecomércio MG tem papel estratégico no fortalecimento do comércio e no desenvolvimento econômico de Minas Gerais, contribuindo para impulsionar a atividade empresarial e gerar oportunidades em diversas regiões do estado.

Fonte: Wagner Fernando Liberato - Comunicacão FECOMERCIO MG

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